Doença sexualmente transmissível pouco conhecida acende alerta

A doença é semelhante a clamídia e a gonorreia e, muitas vezes, não apresenta sintomas fáceis de identificação

Doença sexualmente transmissível pouco conhecida acende alerta
A doença é semelhante a clamídia e a gonorreia e, muitas vezes, não apresenta sintomas fáceis de identificação
Provavelmente você nunca ouviu falar sobre a Mycoplasma genitalium (MG), uma infecção sexualmente transmissível causada por uma superbactéria resistente a antibióticos. No Reino Unido, médicos estão em alerta para essa doença que tem se alastrado entre homens e mulheres. A informação foi publicada pelo site da BBC.

O caso é tão sério por lá que as autoridades temem um possível caso de emergência pública de saúde e têm intensificado campanhas pelo uso de preservativo nas relações sexuais. Essa é a única forma de prevenção da MG.

Em homens, a bactéria pode causar corrimento uretral e nas mulheres, sangramento fora do período menstrual, normalmente após o contato íntimo e infertilidade. Além disso, dor e ardor ao urinar e ter relações sexuais são sinais comuns em ambos os sexos.

No Brasil, o Ministério da Saúde diz que monitora a bactéria, mas que não é possível saber quantas pessoas estão com a doença, já que ela não é de notificação compulsória no país. Isso quer dizer que as secretarias de saúde dos Estados e municípios não são obrigadas a informar os casos.

De acordo com o site Minha Vida, parceiro da Catraca Livre, a Mycoplasma genitalium é uma bactéria que causa uma doença semelhante a clamídia e a gonorreia, mas com uma secreção mais transparente.

Acredita-se que muitas pessoas podem ter a doença e nem saber porque nem sempre ela apresenta sintomas além da secreção. Além disso, no caso das mulheres é ainda mais difícil que ela seja notada, pois muitas têm uma secreção normal, então, o sintoma acaba passando desapercebido.

“O mycoplasma é uma bactéria um pouco diferente, ela não aparece em um exame comum. Então, caso o médico não desconfie dele e peça um exame específico, o problema não será detectado”, afirma ao Minha Vida o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde.

O uso de preservativos é a forma mais eficaz de evitar qualquer infecção sexualmente transmissível. Nas Unidades Básicas de Saúde – UBSs, é possível conseguir camisinhas gratuitamente durante o todo o ano.

Fonte: Catracalivre

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