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Programa Mais Médicos reduziu desigualdades na saúde

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Mais sucesso

O Programa Mais Médicos, criado em 2013 pelo governo brasileiro, é um sucesso, na avaliação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Durante a Convención Internacional Cuba Salud 2018, realizada nesta semana, especialistas demonstraram como a iniciativa se baseia nos princípios da saúde universal, ajudando a reduzir a desigualdade e ainda fortalecendo a cooperação internacional no hemisfério sul.

O principal objetivo do Mais Médicos é suprir a carência desses profissionais nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades.

Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto estrangeiros (intercambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS). O terceiro eixo é direcionado à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação para melhorar a qualidade da atenção à saúde.

No evento, a OPAS apresentou uma série de publicações sobre o programa, destacando o panorama das publicações científicas a respeito do programa, as especificidades que caracterizam a experiência brasileira em saúde no cenário internacional, a qualidade dos serviços de atenção primária à saúde no país e a cooperação sul-sul entre Brasil e Cuba, com triangulação da OPAS, na área de saúde, produção e transferência de conhecimentos e práticas inovadoras.

Sucessos do programa Mais Médicos

. No primeiro ano do Mais Médicos, a cobertura de atenção básica de saúde aumentou de 10,8% para 24,6%. Em relação a toda a Estratégia de Saúde da Família (incluindo Mais Médicos), a cobertura populacional cresceu de 62,7% para 70,4% no mesmo período. Além disso, uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o IPESPE (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) – com aproximadamente 14 mil entrevistas – apresentou avaliações positivas da população sobre o desempenho dos profissionais brasileiros e estrangeiros que integram a iniciativa. Do total de entrevistados, 81% possuem baixa renda e 95% afirmaram estar satisfeitos com o programa. De 0 a 10, deram nota 8,4. Entre os indígenas, a média foi de 8,7.

. Em dois anos (janeiro de 2013 – janeiro de 2015), o número de consultas médicas na Estratégia de Saúde da Família aumentou 33% nos municípios que participaram do Programa Mais Médicos. Já naqueles que não estavam no programa, o aumento foi de menos da metade: 15%. Fonte: Rede Observatório do Programa Mais Médicos.

. Antes da implementação do programa Mais Médicos, as taxas de internação por condições sensíveis à atenção primária já vinham diminuindo no Brasil (em 7,9% de 2009 a 2012). No entanto, essa redução foi mais importante após o programa (9,1% entre 2012 e 2015). A diminuição foi maior nas regiões Norte (21%) e Centro-Oeste (19%) e nos municípios que possuem entre 100 e 200 mil habitantes (18,2%) e entre 30 a 100 mil habitantes (15,8%). As condições sensíveis à atenção primária são problemas de saúde atendidos e resolvidos tipicamente no primeiro âmbito do sistema de saúde. Quando não atendidos a tempo ou adequadamente, evoluem até que o paciente precise ser hospitalizado.

. O estudo More doctors for deprived populations in Brazil (Mais médicos para populações desfavorecidas no Brasil) mostrou que em mais de mil municípios que aderiram ao Mais Médicos houve um aumento na cobertura de atenção básica de 77,9% para 86,3%, entre 2012 e 2015, e uma queda nas internações por condições sensíveis à atenção ambulatorial (que são internações evitáveis), de 44,9% para 41,2% no mesmo período. Essa pesquisa foi feita por autores de várias instituições brasileiras e publicado em um boletim da Organização Mundial da Saúde.

. Após o primeiro ano de implantação do programa Mais Médicos, constatou-se o provimento de 294 médicos para cobrir todas os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) (100%). Segundo dados da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde do Brasil (SESAI), 339 médicos foram incorporados aos DSEIs ao longo de dois anos do programa, significando um crescimento de 79% em relação ao quantitativo desses profissionais em agosto de 2013. Fonte: estudo “Programa Mais Médicos: desvelando os desafios futuros para a implantação de um sistema de saúde equânime e integral para os povos indígenas”.

. Em 2015, mais de 70% dos municípios brasileiros tinham aderido ao Programa Mais Médicos. Além da expansão, houve substituição das equipes, sugerindo que o Mais Médicos contribuiu para fixação de profissionais e redução da rotatividade, bem como para inserção do médico nas equipes incompletas ou irregulares. Essa situação foi verificada em 53,7% das equipes da Estratégia de Saúde da Família no Brasil e possibilitou, além da cobertura de mais de 20 milhões de pessoas no sistema, “a regularidade dos vínculos trabalhistas e a garantia do cumprimento da carga horária de trabalho, o que incidiu sobremaneira na transformação do processo de trabalho e na melhoria do cuidado na atenção primária no SUS”.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Programa Mais Médicos brasileiro “é replicável e seria potencialmente benéfico em qualquer país que decidisse adotá-lo”. A avaliação é que o Brasil fez investimentos substanciais para a realização do projeto e que os benefícios de longo prazo “provam superar esses investimentos”.

Fonte: diariodasaude

Educação aprova exame obrigatório de revalidação de diploma para médicos formados no exterior

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Atualmente, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida) não é obrigatório e é regulamentado por portaria interministerial.

Lelo Coimbra, relator: Revalida deve proporcionar agilidade, confiabilidade e eficácia nos processos de revalidação de diplomas médicos no País Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

A Comissão de Educação aprovou o Projeto de Lei 4067/15, do Senado, que institui o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida). O objetivo do exame é “verificar a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências para o adequado exercício profissional no Sistema Único de Saúde (SUS) em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no Brasil”.

Atualmente, o exame é regulamentado por portaria interministerial de 2011, dos ministérios da Educação e da Saúde, e não é obrigatório. Hoje, a revalidação de diploma de médico pode ser feita por meio de dois procedimentos: ou pelo Revalida ou por procedimento ordinário de revalidação de diploma conduzido por universidades públicas brasileiras que ministrem curso de graduação reconhecido na mesma área. O projeto cria uma lei específica para tratar do Revalida e o torna obrigatório.

Papel das universidades
Apresentado pelo ex-senador Paulo Davim, o texto determina que o Revalida será implementado pela União, com colaboração das universidades públicas e do Conselho Federal de Medicina. A universidade interessada em participar do exame deverá firmar termo de adesão com a União e deverá adotar as providências necessárias à revalidação dos diplomas dos candidatos aprovados. O Ministério da Educação deverá realizar o exame, o qual poderá conter duas etapas, no primeiro trimestre de cada ano, por provocação dos interessados.

O parecer do relator na Comissão de Educação, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), foi favorável à proposta e a uma das emendas aprovadas pela Comissão de Seguridade Social e Família. A emenda retira trecho que estabelecia que o Revalida seria instituído com o fim de subsidiar os procedimentos já conduzidos pelas universidades públicas para revalidação de diplomas obtidos no exterior.

“O Revalida é um exame elaborado por reconhecidos especialistas em avaliação da educação médica, que visa a proporcionar agilidade, confiabilidade e eficácia nos processos de revalidação de diplomas médicos País”, disse Coimbra.

Médicos cubanos
Durante a discussão da matéria na comissão, o deputado Glauber Braga (PSol-RJ) esboçou preocupação sobre a possibilidade de, por convênio específico entre governos, médicos estrangeiros continuarem atuando no Brasil sem fazer o Revalida, tal qual ocorreu com os médicos cubanos no Programa Mais Médicos.

O relator esclareceu que convênios desse tipo poderão continuar a ser celebrados. O deputado Mandetta (DEM-MS) observou que os médicos estrangeiros que atuam no Brasil a partir desse tipo de convênio só podem exercer atividades na unidade de saúde onde estão lotados. “Ele é um médico parcial”, disse.

Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Tudorondonia

Novas edições do Revalida só serão anunciadas após a finalização da prova de 2017, diz Inep

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Edição 2017 terminaria em março, mas aplicação da segunda etapa foi adiada para o segundo semestre por atrasos que, segundo o Inep, foram provocados por ações judiciais de candidatos; datas ainda não foram definidas.

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que as datas e regras de novas edições do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira, conhecido como Revalida, só serão divulgadas após a finalização da edição 2017 da prova.

O Revalida é realizado anualmente pelo Inep e é feito para brasileiros e estrangeiros que se formaram em medicina no exterior poderem validar seu diploma e atuar como médicos no Brasil.

O exame é sempre realizado em duas etapas. A primeira consiste em uma prova de múltipla escolha. Já a segunda é uma prova clínica, na qual os candidatos passam por diversas estações que simulam atendimentos a pacientes.

Prevista para acontecer em março, a segunda etapa do Revalida 2017 ainda não ocorreu. Ao G1, o Inep explicou que o atraso foi provocado por 1.377 ações judiciais de candidatos que tiveram a inscrição no exame indeferidas. Isso atrasou a divulgação dos resultados da primeira etapa e, como é preciso fazer uma licitação para cada etapa, o processo licitatório começou meses após o calendário previsto no edital.

O Inep apenas confirmou que a segunda etapa da edição 2017 será realizada no segundo semestre, mas, até a noite desta quarta-feira (4), as datas ainda não estavam definidas.

Edição 2018
Em nota, porém, o Inep afirmou que só vai anunciar as datas e regras da edição 2018 quando a edição 2017 for finalizada. “Novas edições do exame aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) só serão planejadas e anunciadas após a conclusão da edição vigente”, disse a autarquia.

O motivo, segundo o Inep, é a economia de recursos. “Considerando que o Revalida é subsidiado pelo Governo Federal e, tendo em vista a aplicação de recursos públicos de forma a atender o princípio da economicidade, o Inep quer evitar a duplicação no uso desses recursos. A medida evitará que potenciais aprovados no Revalida 2017, ao final das duas etapas do Exame, façam, preventivamente, inscrições também para o Revalida 2018.”

Fonte: G1

STJ nega liminar a 33 cubanos que pediam renovação no Mais Médicos

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Um grupo de 33 médicos cubanos que veio ao Brasil por meio do Mais Médicos teve negado um recurso impetrado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ter renovado o vínculo com o programa. A Segunda Turma da Corte decidiu negar o pedido dos profissionais, que queriam continuar a trabalhar no Brasil nas mesmas condições dos demais médicos brasileiros e estrangeiros. As informações foram divulgadas no site do STJ.

O Mais Médicos foi criado em 2013 no governo Dilma Roussef. Os profissionais entraram com ação contra a União para obter uma “declaração de inexistência de relação jurídica” que os vincule ao acordo que foi firmado entre Brasil, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o Governo de Cuba.

A defesa dos médicos quer também que eles recebam o valor integral da bolsa repassada pelo governo, no valor de R$ 10.482,93.

Entretanto, para o relator do recurso, ministro Og Fernandes, o perfil temporário da contratação está definido na legislação de forma “clara e objetiva”. Além disso, o relator esclareceu que cabe à “Coordenadoria do Programa Mais Médicos do Brasil a deliberação sobre a continuidade ou não dos profissionais no desempenho de suas atividades no território nacional”.

Segundo o ministro, “no caso em exame sequer está claro nos autos a razão pela qual não fora oportunizada aos médicos cubanos a possibilidade de renovação do vínculo ao Programa Mais Médicos. Sendo assim, sequer se pode invocar a aplicação ao caso da teoria dos motivos determinantes, uma vez que não se tem suporte apto para demonstrar que a Administração Pública teria agido com motivação discriminatória”, conclui Fernandes.

A reportagem busca contato com a defesa dos 33 médicos cubanos, mas não obteve respostas até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestação.

Fonte: Diariodenoticias

Médico usa celular para cirurgia de cérebro inédita em MS

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Santa Casa é o segundo hospital do país a realizar a operação neurológica com o auxílio de um aparelho celular

O tratamento de um cisto no cérebro de paciente de 57 anos foi feito de uma forma inédita nessa manhã (4), com o auxílio de aparelho de celular. O smartphone substituiu o monitor de vídeo durante a cirurgia que diminuiu o tamanho do edema, que era monitorado há bastante tempo pela equipe médica da Santa Casa de Campo Grande.

De acordo com o neurocirurgião responsável, Newton Moreira, os ricos para a paciente diminuem drasticamente. “Como a incisão é menor, o risco de infecção e de contrair uma meningite também são menores, fazendo com que a recuperação da paciente seja bem mais fácil”, explica.

Ainda conforme o cirurgião, o cisto já estava instalado havia bastante tempo e o acompanhamento foi necessário para determinar a evolução e se apareceriam sintomas que incomodassem a paciente. “Houve um crescimento e, inclusive, ela foi internada por conta de dores de cabeça que estava sentindo por conta desse cisto, que também provocava crises convulsivas nela”.

Mesmo com a cirurgia, ainda é possível que os sintomas não acabem por completo, já que como o cisto está há bastante tempo no cérebro da paciente, pode ter provocado lesões que são irreversíveis, de acordo com o cirurgião.

A técnica está sendo implantada agora e foi desenvolvida por um médico do Hospital das Clínicas, de São Paulo, que realizou mais de 150 cirurgias com o aparelho. “Uma cirurgia convencional demoraria cerca de três horas, com essa técnica demorou uns dez minutos só”, garante Newton. O médico ainda lembra que o equipamento, que é um adaptador para celular, é pode ser usado também para cirurgias de tratamento de epilepsia, aneurisma e hidrocefalia.

Fonte: Campograndenews

Associação Médica Brasileira quer a realização de Exame Nacional de Proficiência em Medicina

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Para Associação Médica Brasileira, os estudantes de medicina ou mesmo os médicos recém-formados, diplomados pelas universidades, só podem ter licença para atuar (registro profissional no CFM) depois que forem aprovados pelo Exame Nacional de Proficiência em Medicina. “Precisamos de um filtro minimamente razoável e seguro para evitar que profissionais malformados entrem no sistema de saúde. Isso é condição fundamental para garantirmos um atendimento de qualidade à população”, alertou Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

A entidade há muito vem se posicionando sobre a necessidade de uma avaliação que realmente preserve o cidadão do risco que é ser atendido por um médico malformado. As escolas médicas precisam ser avaliadas e os alunos também. E quem não está preparado não pode exercer a medicina. “Não podemos permitir que a população seja enganada. Se sabemos que os médicos estão sendo formados sem as condições necessárias para atender a população, qual motivo devemos deixar que atuem? ”, questiona Lincoln.

“Médico bem formado custa caro. Mas médico malformado, custa mais caro ainda. Ele é um risco para a saúde pública, pois está muito mais suscetível a erros e porque sobrecarrega o sistema: diagnósticos mal feitos geram exames desnecessários, medicação inadequada e aumento de internações. Já temos um sistema de saúde subfinanciado, que acaba ainda sendo sacrificado por conta deste quadro que só vem aumentando. E, infelizmente, todas as ações do governo são na direção contrária à solução necessária”, argumenta o presidente da AMB.

91% DOS BRASILEIROS APOIAM CRIAÇÃO DE EXAME – Segundo o Datafolha, é quase total o apoio da população à exigência de um exame para garantir a qualidade dos médicos de ingressarem no mercado de trabalho. Foram ouvidas 4.060 pessoas na pesquisa, acima de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. 35% dos entrevistados disseram que a qualificação dos médicos brasileiros piorou nos últimos anos.

Há grande convergência de opinião em torno do tema. Quase todas entidades médicas são a favor de exame semelhante ao proposto pela AMB. Há quem divirja do formato. Mas é quase unânime a concordância de que deve um “exame da ordem”, para os egressos dos cursos de medicina, como ocorre com os advogados há muito tempo. Os conselhos de medicina precisam a prerrogativa de não registrar o profissional que não tiver sido aprovado pelo Exame Nacional de Proficiência em Medicina. Hoje não há esta prerrogativa e mesmo os médicos que tiveram performance insuficiente nos exames, ou nem participaram destes, podem receber o registro profissional.

MODELO DE EXAME NACIONAL DE PROFICIÊNCIA EM MEDICINA – Para a AMB, é fundamental que o exame seja nacional e obrigatório. Além disso, o aluno não pode ser avaliado somente depois de concluído o curso, mas que sejam feitas avaliações seriadas, como é feto em diversos países, ao final do segundo, do quarto e do sexto ano. Isso permite que o estudante identifique seus pontos fracos e, junto com a escola, possa atuar para correção destas fragilidades. Desta forma, as próprias escolas podem avaliar e corrigir os problemas identificados nas avaliações. “O Exame Nacional de Proficiência em Medicina terá grande impacto na qualificação do estudante de medicina e garantirá maior qualidade no atendimento da população. E também será importante para avaliação das escolas médicas, principalmente das que foram abertas sem as condições necessárias para formação de bons profissionais”, explica Lincoln.

DIPLOMAS ESTRANGEIROS – A proposta da AMB é de que brasileiros ou estrangeiros formados em medicina fora do país também deverão passar pelo mesmo Exame de Proficiência em Medicina. E só depois de aprovados poderão receber o registro profissional que autorização para atuar como médico no território nacional. O exame só poderá ser feito depois de o médico ter passado pelo Revalida, processo do Ministério da Educação que avalia a adequação do curso feito no exterior aos parâmetros brasileiros.

NÍVEL BAIXO – Diversos exames semelhantes têm sido realizados por entidades médicas brasileiras, mas de forma isolada, como o Exame do Cremesp e do Cremers. Os resultados são alarmantes. E deixam claro que há em curso um verdadeiro descaso com a qualidade do ensino médico no Brasil. “Precisamos de um exame nacional, construído de forma que se possa avaliar realmente e de forma assertiva o nível do ensino médico que está sendo dado aos alunos e a qualidade dos profissionais que estão sendo formados”, afirma Lincoln.
No último exame do Cremesp, divulgado em fevereiro, revela de forma clara o total despreparo de um contingente grande de médicos formados:

81% não souberam interpretar uma mamografia
78% erraram o diagnóstico de diabetes
75% não identificaram tratamento para hemorragia digestiva alta

PROJETO DE LEI – Para viabilizar estas mudanças, principalmente com a segurança jurídica necessária, a Associação Médica Brasileira levará ao Governo Federal e ao Congresso uma proposta de Projeto de Lei em breve.

Fonte: Revistanews

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Governo federal reajusta valor da bolsa do programa Mais Médicos para R$ 11.865

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O valor da bolsa-formação concedida aos profissionais participantes do programa Mais Médicos subiu de R$ 11.520 para R$ 11.865,60. O benefício poderá ser pago pelo prazo máximo de 36 meses. A atualização foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, dia 28.

O montante pago mensalmente será revisto a cada ano, tendo como referência o mês de junho do exercício financeiro em curso. Segundo o governo federal, o reajuste considera a inflação acumulada em nos 12 meses anteriores a essa data de cálculo da revisão, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com efeitos financeiros a partir de janeiro do ano seguinte.

O novo valor de R$ 11.865,60 será aplicado desde janeiro de 2018, considerando o orçamento do Ministério da Saúde.

Fonte: Extra Globo

Deputado Brasileiro Alan Rick destacou trabalho de alunos de Medicina no Exterior “Conociendo la Epilepsia”!

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Destacan en Brasil trabajo desarrollado por estudiantes de la UPAP

Un trabajo de investigación desarrollado por estudiantes de Medicina de la Universidad Politécnica y Artística del Paraguay –UPAP, fue reconocido en Brasil durante el Encuentro Nacional “EPIBRASIL” 2018 desarrollado en Brasilia. La investigación pertenece a Lucio Zorzan y Walter Fiuza, de nacionalidad brasileña, que se encuentran en el cuarto año de la carrera de Medicina en la sede de Ciudad del Este.

La investigación denominada “Conociendo la Epilepsia” fue destacada por la Organización Mundial de la Salud (OMS) y por el diputado brasileño Alan Rick, quien en su perfil de Facebook destacó la tarea. “Lucio y Walter son prueba viva de que hay buenos profesionales tanto dentro como fuera de Brasil”, expresó el legislador.

“Los estudiantes de Medicina formados en el exterior, me presentaron una copia de su trabajo, clasificado en el concurso de la Organización Mundial de la Salud (OMS) y de la Organización Panamericana de Salud (OPAS)”, dijo el parlamentario.

“Los estudiantes están en el 4° año de la UPAP, universidad que está en Ciudad del Este, en Paraguay. Su trabajo tiene como objetivo dar a conocer las informaciones sobre los diferentes tipos de epilepsias”, detalla el diputado brasileño.

Lucio y Walter elaboraron el proyecto para generar conciencia acerca de la epilepsia y cómo mejorar la calidad de vida de los pacientes y sus familias. Para concretar los objetivos planteados, realizaron una investigación que abarca los diferentes tipos de epilepsia, desde las informaciones básicas sobre cada una de ellos, hasta las acciones que deben ser tomadas para hacer frente ante el padecimiento. Mediante la divulgación de estos conocimientos, los estudiantes esperan quebrar los prejuicios y discriminaciones que existen en torno esta condición neurológica crónica que se estima afecta a aproximadamente 65 millones de personas en todo el mundo.

¡Desde la UPAP manifestamos nuestro enorme orgullo hacia nuestros estudiantes y al plantel docente de la Universidad!

Fonte: Site oficial da UPAP

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Você conhece os atuais processos de Revalidação de Diploma Médico no Brasil?

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O Curso R2i para o Revalida te ajuda a entender melhor cada um dos processos, e se ainda tiver dúvidas, acesse nossa página no facebook – encaminhe mensagem inbox. Nossa equipe terá prazer em atende-lo.

1- Exame da UFMT.
2- Exame Revalida do INEP.
3- Plataforma Carolina Bori

As características de cada processo:

1- Exame da UFMT – É um processo baseado na ISONOMIA da Universidade do Mato Grosso.
A própria instituição, elabora todas as normas e segue critérios específicos, que são inseridos em seu Edital. Este processo seletivo apresenta várias etapas.
É uma prova de alta complexidade, muita específica na cobrança de temas, tem um alto índice de reprovação.
Mas, oferece aos candidatos que não obtiveram a nota de corte, opção de Complementação Curricular.
A UFMT, indica ao candidato a instituição, para que cumpra o “estágio”.
Tem duração aproximada de 10 meses. O valor mensal varia de R$5.000,00 a R$9.000,00 conforme a instituição.
Na Complementação Curricular, o candidato tem acompanhamento de preceptores, participa de rodízio nos ambulatórios, faz apresentação de trabalhos, tem que cumprir plantões pré-determinados, segue todas as normas exigidas pela instituição escolhida.
No momento, existe uma medida jurídica, que SUSPENDEU a continuidade do Exame /2017.
Site: www.ufmt.br

2- Exame REVALIDA do INEP – Teve início em 2011, após a tentativa de alguns órgãos como o Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Universidades Públicas unificarem o Exame de revalidação do diploma médico, seguindo a matriz curricular do curso de medicina no Brasil.
É um Exame organizado Pelo INEP.
Segue também as normas e exigências que constam no Edital.
Apresenta 1ª e 2ª fase.
Onde na 1ª fase, o candidato participa de uma Prova teórica, composta de 100 questões de múltipla escolha, que é respondida em 5 horas na parte da manhã e mais 5 questões discursivas, que devem ser respondidas em 3 horas na parte da tarde.
A nota de corte em 2017 foi de 85 pontos
É uma prova que avalia conhecimentos cognitivos.
O índice de aprovação é baixo. Exige do candidato uma preparação específica, domínio do idioma e conhecimento das Leis do SUS(Sistema Único de Saúde), devido os protocolos e normas do nosso país.
A 2ª fase é chamada de Prova de Habilidades Clínicas.
Os candidatos são avaliados por examinadores, em situações reais de atendimento em consultório, Prontos socorros e etc.
Obedecem:

1-Simulações clínicas objetivas que avaliam postura, comportamento e relação médico X paciente.
2- Estações relacionadas a sequência do caso clínico abordado anteriormente. Solicitação ou prescrição de exames complementares, orientação de tratamentos alternativos, indicação de medicação e dosagens.
3- Habilidades clínicas, o candidato é avaliado no atendimento prático, aferição de pressão arterial,higienização de feridas, suturas, colocação de ataduras em entorse, injeção intramuscular e etc. Neste caso, o candidato depende de todo o conjunto de suas ações.
É uma prova que acontece em 2 dias, geralmente aos finais de semana.
Existe uma pressão psicológica muito grande, deixando os candidatos estressados e cansados fisicamente também.
O índice de aprovação continua muito baixo, apesar do Exame não ter características de competição por vagas.
www.inep.gov.br

3- Plataforma Carolina Bori – É um sistema informatizado, criado pelo Ministério da Educação juntamente com a SeSu e o CAPES. Teve sua publicação em 2016, é conhecida com Portaria 22 – MEC.
Ela orienta e coordena o processo de revalidação/reconhecimento de diplomas estrangeiros e NÃO somente diplomas médicos.
Não é necessário contratação jurídica, o candidato consegue entender e entregar a documentação necessária para análise.
O prazo é de mais ou menos 180 dias.
Existindo a consonância de toda a documentação, a equiparação curricular e o número de horas, é deferido ao candidato a revalidação de seu diploma.
Assim como também, se existir uma defasagem grande o mesmo é Indeferido.
A outra opção é a complementação curricular, que neste caso pode ser indicada uma instituição pública ou privada, por isso existirá um custo que vai obedecer a instituição escolhida pelo candidato.
Mais uma vez, esta plataforma recebe TODOS os cursos de graduação realizados no exterior.
A CAPES tem foco nos diplomas de mestrado e doutorado realizados no exterior.
www.carolinabori.mec.gov.br

ONU e Brasil renovam até 2023 parceria no programa Mais Médicos

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Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também firmou acordo nesta semana para fortalecer a gestão do SUS no Pará. Chefe do organismo regional veio ao Brasil, onde recebeu a medalha Oswaldo Cruz do presidente Michel Temer.

Em visita ao Brasil, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, firmou nesta semana (13) um acordo que renova a parceria da agência da ONU com o Ministério da Saúde do país para o programa Mais Médicos. Ações da entidade das Nações Unidas para viabilizar a iniciativa se estenderão até abril de 2023.

O documento assinado pelo governo brasileiro e pelo organismo regional prorroga a vigência do 80º termo de cooperação entre o Brasil e a OPAS. Esse compromisso anterior aborda o acesso da população à atenção básica e inclui a mobilização de médicos de Cuba para atuar temporariamente no Brasil pelo Mais Médicos.

Na avaliação de Carissa, a iniciativa para trazer profissionais estrangeiros “tem revolucionado o acesso aos cuidados de saúde no Brasil”.

“A OPAS teve a sorte de fazer parte dessa experiência, garantindo que possamos trazer melhor saúde e cuidados em saúde, com um alto nível de satisfação e aceitação entre a população. O Mais Médicos também serve como um dos exemplos de melhores práticas que podem ensinar a outros países.”

O novo acordo também prevê projetos de qualificação profissional de médicos, bem como medidas para o intercâmbio nacional e internacional de conhecimentos e experiências inovadoras na atenção básica. Outras ações incluem o monitoramento dos resultados e impactos do Mais Médicos.

Saúde no Pará
Carissa também firmou uma parceria com a Secretaria de Saúde Pública do Pará para fortalecer a gestão do SUS no estado. Entre os objetivos da cooperação, estão melhorias na rede de atenção às infecções sexualmente transmissíveis; a realização de capacitações com ênfase em monitoramento, análise e avaliação em saúde; a ampliação da capacidade laboratorial estadual; e a promoção de trocas de experiências intermunicipais, interestaduais e entre países da região das Américas.

A diretora da OPAS ressaltou a importância do trabalho com instituições subnacionais para garantir que todos os cidadãos brasileiros sejam alcançados. “Agradeço à Secretaria de Saúde do Pará pela oportunidade de cooperar tecnicamente com vocês. Nós compartilhamos a visão de ter todas as suas populações se beneficiando de boa saúde e bem-estar”, afirmou.

Medalha Oswaldo Cruz
Na segunda-feira (12), Carissa recebeu do presidente Michel Temer e do ministro da Saúde Ricardo Barros a medalha de mérito Oswaldo Cruz, na categoria ouro. A premiação reconhece os serviços prestados pela diretora à saúde pública do Brasil. Honraria é inspirada em um dos mais reconhecidos cientistas e sanitaristas brasileiros.

“Eu aceito esta medalha com humildade. E reconheço que minhas contribuições para a melhoria da saúde pública são construídas no trabalho de outros parceiros que me precederam”, disse a chefe da agência da ONU.

Fonte: ONUBR

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